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A Internet como ferramenta de comunicação


Por Renato Fridschtein

   A Internet é conhecida como a super via da informação e existe há mais de 30 anos. É uma rede de computadores de escala mundial, que une universidades, centros de pesquisa, empresas e pessoas em todo o mundo.

   Está repleta de ferramentas de trabalho úteis para atingir grupos selecionados da população e interagir com mercados de vastas dimensões e distancias, estimulando relacionamentos, cortando custos e gerando novas fontes de receita.

   A integração de mercados globais, gera efeitos diretos no cotidiano, como demonstrou o efeito imediato das crises asiática e russa em 97 e 98, sobre as demais economias do planeta. Neste cenário, as empresas buscam formas de se adequar à concorrência - que avança veloz -, criando diferenciais de qualidade, atendimento, preço e serviço.


Evolução ou Revolução?


   Em 1991, menos de 50 mil pessoas usavam a rede. Em 97 eram já são 70 milhões de internautas em todo o mundo e este numero é maior a cada dia, estando hoje entre 600 e 700 milhões. Em 1995, o Brasil aderiu à internet comercial e somos quase 20 milhões de navegantes brasileiros e nos expandindo igualmente.

   De acordo com pesquisa do Ibope, publicada na revista Veja em 97, 87% dos usuários brasileiros, ganhavam acima de 10 salários, e 50% acima dos trinta, ou seja, classes A e B. 38% já passou pela universidade e se por um lado, a maioria é jovem (65% tem até 30 anos de idade), por outro, 15% estava acima dos quarenta. Estes números têm se firmado através dos anos. Será que você pode desprezar esta parcela de mercado?

   Com alto poder aquisitivo e cada vez mais exigentes, estes consumidores e formadores de opinião afirmam não se importar em pagar por serviços na Internet. Os internautas brasileiros estão ansiosos pela prestação de novos serviços on-line, para preencher a demanda. O que só não ocorreu ainda, por causa da novidade que a própria rede representa. O empresário de visão, que adota a idéia e iniciar algum projeto, encontra uma tecnologia madura, com sistemas mundiais rodando soluções, reduzindo custo, gerando receita e estreitando laços com parceiros de todos os lados (clientes, fornecedores, distribuidores, etc).

   Há diversos conceitos, elementos chave, procedimentos e exemplos do uso da Internet no processo de negócios. O conhecimento deles auxilia a empresa a definir e realizar um plano estratégico de enfoque comercial centrado no cliente, apresentando os detalhes técnicos em linguagem acessível.

   A era do saber, cujo paradigma é a comunicação, acelera os processos em nossa vida e modifica nossa percepção do tempo. A telemática, motor desta mudança, é a convergência de telecomunicações e informática, desenvolvendo-se continuamente, derrubando fronteiras e provocando alterações profundas nas formas do trabalho, educação, entretenimento, relacionamentos, etc. No mercado global os pequenos concorrem em igualdade de condições com os grandes, o que conta é a agilidade e você não pode deixar passar as oportunidades.


World Wide Web – a Teia de Negócios


   O palco de negócios na Internet é a World Wide Web (teia de alcance mundial), também conhecida como Web, W3 e WWW. Ela foi desenvolvida em 1991, pelo físico Tim Berner-Lee, no CERN, instituto de alta pesquisa europeu, como um sistema que interligasse todos os computadores do mundo. Documentos de conteúdo multimídia (contendo textos, imagens, vídeos, sons) interativo, chamados web pages (páginas internet), garantem uma riqueza sensorial e criam um forte apelo. Transformaram esta curiosidade acadêmica em um novo veiculo de negócios, causando a explosão da Internet que estamos vivenciando. Uma coleção de web pages tratando do mesmo assunto, é chamada web site. É no site que a ação acontece e onde realizamos todo tipo de transações.

   Em poucos anos, as empresas enxergaram aí, a possibilidade de atingir mercados potenciais para seus produtos, antes distantes e caros, e que agora estão disponíveis, na ponta dos dedos, acelerando o processo de globalização. A Web é responsável pela incorporação de multidões com uma velocidade superior a qualquer empreendimento humano. Em 1996, giraram 7,5 bilhões de dólares pelo comércio eletrônico segundo o Dataquest, projeções do mesmo instituto indicam US$ 22 bilhões este ano. No ano passado foram 73 Bilhões, só nos EUA. Serão 300 bilhões de dólares em transações, ocorrendo em quatro anos segundo projeções do IDC. Descontando o otimismo, ainda é dinheiro à beça. Mais de 450.000 dominios .br, demosntram que as empresas brasileiras já aceitaram o desafio e colocaram o nome na Rede. É preciso se armar de coragem e bom senso para encará-la, mas a expansão da Internet e os resultados compensam o esforço.


A Economia da Internet


   Os princípios Webnômicos (economia da Web), listados por Evan I. Schwartz no livro 'Webnomics' ilustram como funcionam os negócios na rede:

  • A quantidade de pessoas que visitam um site, é menos importante que a qualidade de experiência que elas têm.
  • As empresas não devem estar na Web para se expor, e sim para obter resultados.
  • Os consumidores devem ser compensados por disponibilizar dados pessoais nos sites.
  • Os consumidores vão comprar online somente produtos ricos em informação.
  • O conceito self-service garante mais conforto para os clientes.
  • Moedas próprias e programas de fidelidade permitem a criação de um sistema monetário próprio num site.
  • Marcas famosas valem mais na Web.
  • Mesmo o menor negócio pode competir no mercado global da Internet.
  • Agilidade é a regra. Os sites devem se adaptar continuamente ao mercado.

   Desenvolvendo um web site, uma intranet, usando o correio eletrônico ou a telefonia IP, você estará participando da transformação econômica mais importante do nosso tempo.

   A economia da Web é movida por assinaturas, publicidade e transações, mas esta ordem está se invertendo. Em 96, a publicidade na rede superou os 300 milhões de dólares, dez vezes mais que o ano anterior. Em 2001, foram 11 bilhões de verdinhas. Embora seja difícil ganhar dinheiro na rede, para a maioria das pessoas e das empresas, é fácil economizar recursos. Uma iniciativa da Credicard é um bom exemplo: a empresa esperava vender muitos cartões de crédito pela Internet, porém teve de mudar a direção do site, quando percebeu que a maioria dos visitantes eram clientes que já possuíam cartões da empresa e esperavam obter informações e serviços. O resultado foi uma economia de mais de 10 milhões de Reais em serviços de atendimento telefônico gratuito. O caminho direto entre fabricante e consumidor é incrivelmente facilitado pela Internet e sistemas de comércio eletrônico estão disponíveis agilizando os processos.


Marcando Presença na Web


   Para marcar presença na rede, um dos primeiros passos é criar o seu web site. O que envolve o plano de marketing e integra-se à estratégia da empresa, levando informações para seus clientes, fornecedores e outros parceiros, aproximando a marca de seus consumidores. Este processo exige a integração entre os setores de informática, marketing e comercial, para que resultados concretos possam ser alcançados. Além destes departamentos, a empresa como um todo deve participar do processo, estimulando o conceito da organização inteligente em constante aprendizagem, uma das exigências da globalização. O primeiro passo é definir seus objetivos e o publico alvo. Você pretende construir uma imagem corporativa? Conquistar novos clientes? Vender produtos ou serviços? Reduzir os custos de suporte ou marketing? A quem interessam seus produtos, serviços e informações? Como atingir estas parcelas do publico?

   Outros aspectos importantes são: qual o conteúdo a oferecer?; quem fará a atualização, e como?; como tornar o site interativo?; e como promover a sua estréia? O ritmo será estabelecido de acordo com uma analise da relação custo/beneficio e o equilíbrio entre os recursos disponíveis e o resultado esperado. Qualquer empresa pode participar, existem soluções para todos os bolsos e até mesmo ferramentas gratuitas podem ser encontradas na Internet para desenvolver-se o trabalho. A organização deve decidir se prefere desenvolver internamente ou terceirizar o serviço, até que se faça necessário absorver o projeto, que ocorre com a disseminação da cultura ou quando as transformações no mercado assim exigem.


É hora de agir


   A Internet está penetrando em todos os campos da atuação humana e proporcionando o combustível da globalização. Em poucos anos, quem não utilizar direta ou indiretamente a Rede, vai sentir que ficou de fora. Aí poderá ser difícil recuperar o tempo perdido. Isto não quer dizer que devemos nos lançar loucamente numa cruzada pela Internet, mas procurar conhecer mais sobre este assunto fascinante e conversar com pessoas que já utilizam a Rede no dia a dia.

   Então procurar um consultor ou profissional especializado, que te ajude a desvendar os mistérios da rede, focado na obtenção de resultados concretos e encontrando uma relação custo/benefício favorável.


Renato Fridschtein é autor do ebook 'Dominando os Sites de Busca' e vários outros artigos e ebooks sobre marketing e negócios na internet.Você pode conhecer seu trabalho no site www.meio.ws.



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